A Team Ninja fez uma promessa ousada com Nioh 3: não entregar apenas mais um soulslike samurai, mas evoluir a fórmula de uma forma que justificasse quase seis anos de espera desde Nioh 2. E sabe o que é mais impressionante? Eles cumpriram.

Lançado em 6 de fevereiro de 2026 para PS5 e PC, Nioh 3 já é um dos soulslikes mais comentados dos últimos anos — e por boas razões. O jogo trouxe mudanças estruturais significativas que vão agitar as discussões da comunidade por um bom tempo.

Se você ainda está em dúvida sobre jogar, está perdido nas mecânicas ou só quer entender o que há de novo, este artigo é para você.


A História: Shogunato, Yokai e Ambição Familiar

A narrativa de Nioh 3 gira em torno de Tokugawa Takechiyo, neto de Tokugawa Ieyasu, que está às vésperas de ser nomeado o próximo Shogun do Japão. O problema? Seu irmão mais novo, Tokugawa Kunimatsu, consumido pela inveja, faz um pacto com forças das trevas e desencadeia uma horda de yokai sobre o país.

Para reconquistar seu destino, Takechiyo conta com o espírito guardião Kusanagi — e com cada arma, habilidade e estilo de combate que você conseguir dominar ao longo da jornada.

A história percorre diferentes eras do Japão feudal, do período Edo ao Sengoku, misturando figuras históricas reais com mitologia sobrenatural de forma que a série sempre soube fazer muito bem. Não é uma narrativa minimalista como em Dark Souls, mas também não bate na sua cabeça com cutscenes a cada dois minutos — há um equilíbrio inteligente entre lore e gameplay.


O Que Mudou: As Novidades Que Você Precisa Conhecer

Sistema de Combate Duplo: Samurai e Ninja

A maior novidade de Nioh 3 é a possibilidade de alternar em tempo real entre dois estilos de combate completamente distintos:

Estilo Samurai mantém o DNA clássico da série: posturas de armas, combos pesados e uso do Pulso de Ki para restaurar energia depois de um combo — o sistema que os veteranos da franquia já conhecem e amam.

Estilo Ninja é uma virada de chave. Aqui o foco é mobilidade, esquivas ágeis, ataques rápidos e o uso de técnicas de ninjutsu. O destaque é o "Swallow Slash", um ataque que atravessa inimigos em alta velocidade e lembra os melhores momentos da série Ninja Gaiden — o que não é coincidência, já que parte da equipe trabalhou nos dois projetos.

A lógica por trás dessa troca não é cosmética. Cada estilo é projetado para responder a situações diferentes. Alguns inimigos são mais vulneráveis à pressão direta do Samurai; outros exigem que você dance em volta deles no estilo Ninja para criar aberturas. A profundidade emergente que surge dessas trocas em combate é genuinamente impressionante.

Mundo Aberto — Mas do Jeito Certo

Nioh 3 abandonou a estrutura de missões lineares dos jogos anteriores em favor de espaços exploráveis maiores e interconectados. Não é um open world no sentido de GTA ou Elden Ring — mas é uma abertura significativa que adiciona missões secundárias, desafios de combate opcionais e pontos de interesse espalhados pelos mapas.

A diferença fundamental é que essa abertura nunca dilui a tensão. Você ainda sente que cada corredor, cada clareira e cada templo em ruínas pode esconder algo que vai te matar se você não estiver prestando atenção.

Multijogador Online

O jogo oferece dois modos cooperativos:

  • Invocar Visitante: chame outro jogador para te ajudar em uma luta difícil contra chefe

  • Expedição: explore os campos abertos junto com outro jogador em co-op orgânico

Para quem sempre quis viver o universo de Nioh em companhia, essa é uma adição bem-vinda.


O Que Não Mudou (E Ainda Bem)

Veteranos da franquia vão se sentir em casa desde os primeiros minutos. O sistema de posturas de armas, a brutalidade dos chefes e aquela sensação específica de quando você finalmente lê o padrão de um inimigo que estava te massacrando — tudo isso está lá, polido e expandido.

A personalização de personagem é a mais profunda da série. O sistema de builds e progressão de atributos continua sendo um dos mais ricos do gênero, dando suporte a dezenas de estilos de jogo viáveis. E as Divine Beasts — entidades místicas que conferem poderes extras — retornam com novos poderes e integração mais orgânica ao sistema de combate.


Plataformas e Exclusividade: O Que Saber

Nioh 3 chegou em 6 de fevereiro de 2026 para PS5 e PC (Steam) simultaneamente. O PS5 aproveita bem o hardware: gatilhos adaptáveis com resistência variável de acordo com a arma, feedback háptico que transmite a sensação de cada impacto e áudio 3D que permite localizar inimigos pelo som — crucial num soulslike onde um yokai atrás de você pode mudar o resultado de uma luta inteira.

Um detalhe importante: por acordo de exclusividade com a Sony, versões para Xbox e Switch 2 só chegam a partir de agosto de 2026. Se você joga em console e não tem PS5, a versão PC no Steam é a alternativa imediata.


Para Quem É Nioh 3?

Vale a pena se você:

  • Curtiu Nioh 1 ou 2 e quer a evolução natural da fórmula

  • Gosta de soulslikes com profundidade de builds e combate técnico

  • Tem interesse em mitologia e história japonesa feudal

  • Quer um desafio que recompensa estudo e dedicação, não apenas reflexo

Pense duas vezes se você:

  • Nunca jogou um soulslike e está começando do zero — a curva de aprendizado é real

  • Prefere mundos abertos vastos com estrutura mais livre (esse não é Elden Ring)

  • Tem paciência curta para morrer no mesmo chefe 20 vezes (mas, convenhamos, nenhum soulslike é pra você então)


Dicas Para Quem Está Começando

Se você acabou de entrar no Japão feudal de Nioh 3 e já está levando porrada de yokai, aqui vão alguns pontos essenciais:

1. Não ignore o Pulso de Ki. Executar o Pulso de Ki no momento certo após um combo restaura sua energia e é o coração do combate no Estilo Samurai. Treinar esse timing muda completamente sua eficiência.

2. Explore os dois estilos desde cedo. A tentação é escolher um e ficar nele, mas Nioh 3 recompensa quem investe nos dois. Algumas armas e habilidades só se abrem quando você tem os dois estilos minimamente desenvolvidos.

3. Leia as descrições dos itens. A lore do jogo está distribuída nos itens, armas e amuletos que você encontra. Além de rico em detalhes históricos, isso muitas vezes dá dicas sobre builds eficientes.

4. Use a demo para transferir progressão. Se você fez a demo lançada em 29 de janeiro, todo o progresso pode ser transferido para o jogo completo — um gesto generoso da Team Ninja que vale aproveitar.

5. Os campos abertos escondem itens raros. Diferente dos jogos anteriores, agora explorar devagar recompensa com equipamentos únicos e encontros especiais. Não rush.


Veredicto: Vale o Hype?

Sim. Nioh 3 não é um passo lateral — é um salto. A adição do sistema de combate duplo transforma fundamentalmente como você lê e responde a cada situação de combate, e a abertura dos espaços exploráveis dá ao jogo uma personalidade própria que o diferencia dos antecessores sem trair o espírito da série.

É o tipo de soulslike que vai dividir a comunidade por meses: veteranos vão debater qual estilo de combate é superior, speedrunners vão descobrir combinações absurdas entre Samurai e Ninja, e novatos vão reclamar da dificuldade antes de se apaixonar pelo loop de progressão.

E isso, no gênero soulslike, é o maior elogio possível.


Você já está jogando Nioh 3? Qual estilo de combate você está preferindo — Samurai ou Ninja? Conta aqui nos comentários! 👇


Gostou da análise? Compartilha com aquela pessoa que ainda está na dúvida se compra ou não. 🗡️