Faltam dois dias. Em 27 de fevereiro, a Capcom reabre as portas de Raccoon City — e pelo que a crítica internacional está dizendo, a espera vai ter valido cada segundo.

O embargo das análises de Resident Evil Requiem caiu hoje, 25 de fevereiro, e os números são históricos: a nota no Metacritic para PS5 está em 89 — a maior pontuação de um jogo mainline inédito da franquia desde Resident Evil 4 em 2005. Para ter dimensão do que isso significa: são mais de 20 anos separando os dois melhores capítulos da série mais importante do survival horror.


Os Números São Impressionantes

Resident Evil Requiem alcançou 92/100 no Xbox, 91/100 no PC, 90/100 no Switch 2 e 88/100 no PS5 no Metacritic, resultando em uma média geral de 90/100 — nota que o coloca oficialmente na categoria de "Universal Acclaim" da plataforma.

Para contextualizar esse resultado na história da franquia, o score supera seus antecessores diretos: Resident Evil 7: Biohazard (86) e Resident Evil Village (84). Apenas os remakes recentes — que têm a vantagem de revisitar materiais já consagrados — conseguiram superar esse número.


O Que a Crítica Está Dizendo

O consenso entre os mais de 100 críticos que publicaram suas análises hoje gira em torno de um ponto: a Capcom conseguiu fazer o que parecia impossível — equilibrar a tensão do survival horror clássico com a ação espetacular que a série foi adquirindo ao longo dos anos.

O Metacritic destaca falas como: "Com Requiem, a Capcom criou o melhor jogo da franquia em décadas, refinando cada aspecto a um nível excepcional" e "Resident Evil Requiem entrega um poderoso retorno a Raccoon City, combinando peso emocional com survival horror de ritmo magistral — sua estrutura de dois protagonistas oferece duas experiências de gameplay distintas e perfeitamente equilibradas."

O PC Gamer foi mais pessoal em seu veredicto: "Requiem entrou na minha lista de melhores jogos da série e será um título que vou rejogar quase tanto quanto RE4. Quase."

Já o TheSixthAxis destacou o equilíbrio de duração: a duração de dez horas "é muito bem calculada para ser tudo killer e nada de encheção de linguiça" — com os desafios internos e itens desbloqueáveis garantindo alta rejogabilidade.

Não faltam críticas pontuais, claro. Alguns apontam problemas de ritmo e criticam a segunda metade do jogo por ser um pouco desconexa. E as pontuações mais baixas — 7/10 da Gamekult e Region Free — apontam para um excesso de fan service. Mas quando as notas mais baixas ainda são sete, o saldo é extremamente positivo.


Grace e Leon: Dois Jogos Em Um

A grande aposta de design de Requiem é sua estrutura de dois protagonistas jogáveis com estilos radicalmente diferentes — e parece que a aposta deu certo.

Grace Ashcroft é filha de Alyssa Ashcroft de Resident Evil Outbreak, um easter egg profundo que conecta o novo jogo a um dos spin-offs cult da série. Sua gameplay é construída sobre tensão e vulnerabilidade: recursos escassos, um monstro que a persegue pelo mapa e mecânicas de furtividade que lembram o que RE7 fez de melhor.

Leon S. Kennedy, por sua vez, traz a ação explosiva que o consagrou em RE4. Em um dos momentos mais comentados pelos críticos, Leon encontra uma motocicleta militar em ruínas e atravessa Raccoon City destruída atirando em Cerberuses mutantes enquanto enfrenta o vilão Victor Gideon — também numa moto e armado com um RPG.

Os críticos elogiaram especialmente o equilíbrio entre a ação brutal de Leon e o gameplay mais furtivo e voltado ao horror de Grace, com os dois personagens percorrendo trajetórias paralelas que se cruzam — e onde o que você elimina e os recursos que coleta com um afetam o que sobra para o outro.


Tecnicamente, É um Salto de Geração

Requiem é o primeiro jogo de Resident Evil desenvolvido exclusivamente para consoles de nona geração, e foi construído com ray tracing em mente desde o início — diferente de Village, que recebeu suporte mais limitado. No PC, o jogo oferece path tracing completo, incluindo iluminação global com ray tracing, reflexos, sombras e oclusão ambiente por ray tracing.

E o que surpreendeu muita gente: a versão para Nintendo Switch 2 está rodando de forma impressionante no novo hardware da Nintendo, sendo um dos primeiros lançamentos simultâneos que realmente consegue se sustentar visualmente na plataforma.


Quando e Como Jogar

Para a maioria do mundo, Resident Evil Requiem lança no dia 27 de fevereiro à meia-noite no horário local nos consoles. No Brasil, o Nintendo Switch 2 tem lançamento às 2h da manhã do dia 27 (horário de Brasília).

O preload digital já está disponível desde hoje, 25 de fevereiro, dois dias antes do lançamento oficial. No PS5, o jogo ocupa 72,88 GB — vale liberar espaço no SSD com antecedência.

Um aviso importante: leaks de cópias físicas que chegaram cedo ao varejo circulam nas redes há 48 horas. Se você quer entrar em Raccoon City sem spoilers, é hora de silenciar palavras-chave como "Requiem Ending" e "Final Boss" nas suas redes sociais.


Vale a Pena Comprar?

A resposta curta: sim, sem hesitar.

A resposta longa: Resident Evil Requiem parece ser exatamente o que a franquia precisava depois de dois jogos focados em Ethan Winters. É um jogo que celebra 30 anos de história sem se tornar refém dela — que respeita os veteranos sem fechar a porta para quem está chegando agora.

Se o score se mantiver, estamos diante do melhor Resident Evil inédito desde que Leon estreou em RE4 há mais de duas décadas. E coincidência ou não, ele está de volta para fechar esse ciclo.


Ficha Técnica

Título Resident Evil Requiem

Desenvolvedor / Publisher Capcom

Lançamento 27 de fevereiro de 2026

Plataformas PS5, Xbox Series X|S, PC, Nintendo Switch 2

Metascore médio 90/100 (Universal Acclaim)

Melhor score 92/100 (Xbox Series X|S)

Duração estimada ~10 horas

Tamanho no PS5 72,88 GB


Você vai jogar com Grace ou já vai direto para as fases do Leon? Conta nos comentários — e lembra de evitar as redes sociais até zerar! 🧟


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